Ah, o Natal... tempo de festas, confraternização, amigo secreto, presentes, família junta, aquela ceia, missa do galo.
Ah o Natal... tempo de ruas coloridas e cheias de pisca-pisca, árvores enfeitadas e todas as crianças esperando o bom velhinho.
Ah o Natal... tempo de 25 de março lotada, polícia federal prendendo o Law Kin Chong (ou qualquer outro membro da família) e fechando as lojas da galeria pagé e do Stand Center só pra garantir o presente da criançada.
Ah o Natal... tempo de Papai Noel morrendo de calor e sufocado de crianças tirando fotos nos shoppings do país tropical abençoado por Deus.
Ah o Natal... tempo de inflação, os brinquedos aumentam, as roupas aumentam, o peru aumenta, a cidra aumenta, o consumo de bebida aumenta e claro os acidentes também.
Ah o Natal ... tempo de todos fingindo que se amam na hora da entrega do presente do amigo secreto, como se ninguém soubesse que os papéis foram todos escolhidos a dedo, abraços falsos e aquela sensação de que deu um baita presente e recebeu uma porcaria de 1,99. Ah a ceia aquela comida da avó que ninguém resiste, comem até passar mal... literalmente, todos reunidos a mesa felizes esperando pra ver pra quem vai sobrar a louça.
Ah o Natal... tempo de revisão do carro pra poder viajar, estradas lotadas, pedágio caro e várias horas de farofada pra tentar chegar a praia grande antes do dia 31, onde tudo começa de novo, a confraternização, a ceia, os fogos e todo mundo fazendo pedidos e promessas que nunca são cumpridas no ano seguinte.
Ah o Natal... o que seria dele se não fossem todas essas “tradições” e pensar que quase ninguém lembra que é tempo de comemorar o aniversário dEle.
Ah o Natal...