...continuando...
- Estou pronta – disse a governanta.
- Muito bem, então vamos para o escritório acho que assim teremos mais privacidade. Disse ele levando o tabuleiro consigo.
Ambos entraram no cômodo, ele colocou o tabuleiro sobre a mesa, enquanto ela fechava a porta arás de si.
- Sei dos seus afazeres e não vou tomar muito o tempo da senhora – disse ele enfático. O que quero da senhora é muito simples, apenas me diga, com detalhes, o que fez e viu ontem durante a preparação do jantar e durante a noite.
- Sim senhor – respondeu ela com a voz ainda embargada – não acho que tenha sido um dia comum, foi muito corrido e ocupado. O senhor já tinha chegado e eu estava supervisionando a preparação do tal jantar como o senhor Arnold me pediu, e estava tudo correndo bem até que começaram a chegar os convidados e eu tinha que deixar de lado essa tarefa para recepcioná-los, mas logo em seguida eu voltava para a cozinha, não gosto de deixar o jantar por conta da cozinheira apenas, ainda mais em uma ocasião tão especial.
- O que tinha de tão especial? Indagou-a intrigado.
- Não sei, o senhor Arnold disse que seria especial e que nada poderia dar errado. Então fizemos tudo que tínhamos de melhor como o senhor mesmo pôde ver. Não sei o que poderia ter causado tal tragédia.
- Entendo. E por acaso a senhora lembra de mais alguém ter entrado na cozinha além da senhora e a cozinheira durante a preparação daquele jantar?
- Não, alias sim. Teve mais gente. O senhor entrou lá, não se lembra?
- Sim, claro. Mas além de mim alguém mais?
- Aquele rapaz, marido de Anabelle, Thomas. Disse ela sem muita certeza
- Theodore? Perguntou ele
- Theodore, exatamente.
- Por acaso há algum tipo de praga nessa casa Sra Miller?
- Não que eu saiba, alguns insetos aparecem na primavera e no verão, mas nunca nessa época do ano. Por quê? O senhor encontrou algum?
- Não, digo sim, ouvi uns barulhos que pareciam ratos ontem à noite e resolvi me certificar. Tenho pavor de ratos – justificou-se. A senhora pode ir desculpe por esse transtorno todo espero não ter atrapalhado demais o seu serviço.
- Não incomodou em nada, o senhor acha mesmo que foi assassinato?
- Não sei ainda, mas é possível. A senhora sabe de alguém que poderia fazer isso?
- Não, jamais. Ele era um homem muito bom – disse ela nervosa – não se preocupe com os ratos, a casa é dedetizada constantemente, com certeza o que ouviu foi algo da sua imaginação.
- Talvez, talvez.
A governanta saiu do quarto e Vincent olhou fixamente para o tabuleiro pegou um dos peões e olhou cuidadosamente. Depois de alguns minutos de reflexão Vincent ouviu um barulho vindo do lado de fora, parecia outra discussão entre Anabelle e o marido.
continua...
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Fascículo 8
...Continuando...
V
O tabuleiro de xadrez
A manhã passou sem que se ouvisse muitos sons além do que o vento da nevasca fazia incessantemente. O almoço foi servido ao meio-dia, como de costume, porém ninguém se dispôs a descer até a sala de jantar exceto Vincent que perambulava por toda a casa a procura de provas.
O detetive ficou por algumas horas no escritório do falecido amigo examinando papeis, livros e vasculhando gavetas ao passar pelo quarto da governanta viu Sra Miller rezar ao pé da cama pela alma do patrão.
Ao chegar ao hall da casa, onde na noite anterior jogou xadrez com o amigo, notou que as peças ainda estavam intactas e começou a refletir sobre elas e sobre o que Arnold lhe disse naquela noite: às vezes pensamos que as peças estão sob controle quando não percebemos que há uma ameaça por trás de uma ação despretensiosa nem sempre podemos contar com os bispos ou as torres, Vincent, e se você não tem mais sua rainha para te proteger e te dar suporte você fica vulnerável demais e aí seus peões não suportam a pressão. Você se vê encurralado até que vem um cavalo e te dá o xeque-mate. O detetive foi interrompido em seus pensamentos por Theodore, que deixava seu quarto pela primeira vez, depois da morte de Arnold, para pegar comida para Anabelle. O detetive sentou-se na cadeira em frente ao tabuleiro de xadrez e voltou a pensar no amigo de cabeça baixa. Ao levantar a cabeça ele viu Lady Taylor à janela aparentemente olhando a neve que caia. Ele então foi até ela e disse:
- Lady Taylor, não vai almoçar?
- Sim, logo. Estou esperando meu filho Bruce. Disse ela com a mesma cara de poucos amigos de sempre.
- E onde o sr Bruce está? Insistiu ele em puxar assunto.
- No quarto, oras, onde mais. Respondeu a velha senhora com a arrogância que lhe era peculiar.
Vincent então olhou pela janela e pode ver a neve ainda densa, mas não tanto quanto antes ele sabia que não demoraria a que as portas pudessem novamente ser abertas.
O detetive voltou a sentar-se na cadeira do tabuleiro de xadrez e ficou por mais alguns minutos examinando as peças.
Perdido em seus pensamentos, Vincent se assustou com a entrada da Sra Miller.
...continua...
V
O tabuleiro de xadrez
A manhã passou sem que se ouvisse muitos sons além do que o vento da nevasca fazia incessantemente. O almoço foi servido ao meio-dia, como de costume, porém ninguém se dispôs a descer até a sala de jantar exceto Vincent que perambulava por toda a casa a procura de provas.
O detetive ficou por algumas horas no escritório do falecido amigo examinando papeis, livros e vasculhando gavetas ao passar pelo quarto da governanta viu Sra Miller rezar ao pé da cama pela alma do patrão.
Ao chegar ao hall da casa, onde na noite anterior jogou xadrez com o amigo, notou que as peças ainda estavam intactas e começou a refletir sobre elas e sobre o que Arnold lhe disse naquela noite: às vezes pensamos que as peças estão sob controle quando não percebemos que há uma ameaça por trás de uma ação despretensiosa nem sempre podemos contar com os bispos ou as torres, Vincent, e se você não tem mais sua rainha para te proteger e te dar suporte você fica vulnerável demais e aí seus peões não suportam a pressão. Você se vê encurralado até que vem um cavalo e te dá o xeque-mate. O detetive foi interrompido em seus pensamentos por Theodore, que deixava seu quarto pela primeira vez, depois da morte de Arnold, para pegar comida para Anabelle. O detetive sentou-se na cadeira em frente ao tabuleiro de xadrez e voltou a pensar no amigo de cabeça baixa. Ao levantar a cabeça ele viu Lady Taylor à janela aparentemente olhando a neve que caia. Ele então foi até ela e disse:
- Lady Taylor, não vai almoçar?
- Sim, logo. Estou esperando meu filho Bruce. Disse ela com a mesma cara de poucos amigos de sempre.
- E onde o sr Bruce está? Insistiu ele em puxar assunto.
- No quarto, oras, onde mais. Respondeu a velha senhora com a arrogância que lhe era peculiar.
Vincent então olhou pela janela e pode ver a neve ainda densa, mas não tanto quanto antes ele sabia que não demoraria a que as portas pudessem novamente ser abertas.
O detetive voltou a sentar-se na cadeira do tabuleiro de xadrez e ficou por mais alguns minutos examinando as peças.
Perdido em seus pensamentos, Vincent se assustou com a entrada da Sra Miller.
...continua...
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Fascículo 7
...continuando...
Sem saber o que fazer e desabando em lágrimas Julliet foi amparada por Allan que a tirou do quarto e ao passar por Vincent disse:
- O senhor precisa descobrir quem matou meu pai, custe o quanto custar.
- Certamente o farei madame, certamente.
Allan e Julliet saíram do quarto e Vincent andava pelo quarto a procura de pistas que pudessem ajudar na descoberta da causa da morte de Arnold. Aparentemente, o corpo não tinha nenhuma marca.
- Meus caros, como podem ver uma tragédia se abateu sobre nós e precisamos descobrir a causa disso e por ironia do destino a nevasca da noite anterior não permitiu que o “assassino” saísse dessa casa, então se alguém matou nosso caro Arnold eu vou descobrir e ninguém tem autorização de ir embora antes de termos certeza do que aconteceu, caso alguém saia estará se intitulando culpado. Disse o detetive com a voz carregada e o olhar cheio de lágrimas.
- Isso é um absurdo – retrucou Lady Taylor – é óbvio que não matei ninguém, já não tinha a menor pretensão de ficar nessa casa por mais nem um minuto com esse traste vivo, que dirá morto. Com certeza ele morreu por já estar velho.
- Cuidado com as palavras Lady Taylor, elas podem conspirar contra a senhora – Disse Vincent - ainda não sabemos quem é o assassino e nem se há um, e enquanto isso todos são suspeitos. Voltem aos seus quartos, a neve não vai parar de cair tão logo, sendo assim começaremos a investigar o que houve depois do almoço. Espero que colaborem, o quanto antes acharmos o suposto criminoso mais rápido poderemos todos, ou quase todos, ir para nossas casas.
- Não posso ficar esperando que vocês brinquem de policia e ladrão, tenho negócios importantes a resolver em Manchester – disse Theodore.
- Fique calmo querido, o detetive Pall tem razão precisamos colaborar para que isso acabe logo – interviu Anabelle segurando o marido pelo braço.
- Isso é uma insanidade, uma ofensa – disse o advogado saindo do quarto com a esposa.
Os dois saíram e logo depois deles Lady Taylor e seu filho Bruce. Christine que não falara nada, até então, ajudou a Sra Miller a sentar numa cadeira, abraçou Vincent e chorou. Ele retribuiu o abraço e logo em seguida desceu as escadas para buscar um copo d’água para a amiga e para a governanta. Ao chegar na cozinha Vincent notou que a louça ainda não tinha sido lavada e que das sobremesas servidas somente duas haviam sido provadas, enquanto as outras estavam intactas. Ele, então, olhou para as sobremesas e viu que uma das que tinham sido comidas continha uma substância em pó e era de cor diferente das outras, logo, supôs que a morte do amigo pudesse ter sido por envenenamento, ele entendia o motivo da morte, mas não entendia quem o faria:
- Se o motivo era a venda das posses o assassino sabia da notícia antes dela ser divulgada e já veio para o jantar preparado para cometer o crime, já que durante o jantar ninguém saiu da mesa – pensou o detetive enquanto levava a água para as senhoras.
Ao chegar no quarto Vincent distribuiu os copos, aproximou-se da Sra Miller e disse:
- Vou começar a investigar a causa de tudo isso logo depois do almoço, e gostaria de começar pela senhora tudo bem?
- Sim, sim – disse ela sem ter muita noção do que estava dizendo. Vou descer para adiantar o almoço, com licença.
Vincent voltou para seu quarto e tirou do bolso do paletó a taça com a substância estranha que encontrou na cozinha.
...to be continued
Sem saber o que fazer e desabando em lágrimas Julliet foi amparada por Allan que a tirou do quarto e ao passar por Vincent disse:
- O senhor precisa descobrir quem matou meu pai, custe o quanto custar.
- Certamente o farei madame, certamente.
Allan e Julliet saíram do quarto e Vincent andava pelo quarto a procura de pistas que pudessem ajudar na descoberta da causa da morte de Arnold. Aparentemente, o corpo não tinha nenhuma marca.
- Meus caros, como podem ver uma tragédia se abateu sobre nós e precisamos descobrir a causa disso e por ironia do destino a nevasca da noite anterior não permitiu que o “assassino” saísse dessa casa, então se alguém matou nosso caro Arnold eu vou descobrir e ninguém tem autorização de ir embora antes de termos certeza do que aconteceu, caso alguém saia estará se intitulando culpado. Disse o detetive com a voz carregada e o olhar cheio de lágrimas.
- Isso é um absurdo – retrucou Lady Taylor – é óbvio que não matei ninguém, já não tinha a menor pretensão de ficar nessa casa por mais nem um minuto com esse traste vivo, que dirá morto. Com certeza ele morreu por já estar velho.
- Cuidado com as palavras Lady Taylor, elas podem conspirar contra a senhora – Disse Vincent - ainda não sabemos quem é o assassino e nem se há um, e enquanto isso todos são suspeitos. Voltem aos seus quartos, a neve não vai parar de cair tão logo, sendo assim começaremos a investigar o que houve depois do almoço. Espero que colaborem, o quanto antes acharmos o suposto criminoso mais rápido poderemos todos, ou quase todos, ir para nossas casas.
- Não posso ficar esperando que vocês brinquem de policia e ladrão, tenho negócios importantes a resolver em Manchester – disse Theodore.
- Fique calmo querido, o detetive Pall tem razão precisamos colaborar para que isso acabe logo – interviu Anabelle segurando o marido pelo braço.
- Isso é uma insanidade, uma ofensa – disse o advogado saindo do quarto com a esposa.
Os dois saíram e logo depois deles Lady Taylor e seu filho Bruce. Christine que não falara nada, até então, ajudou a Sra Miller a sentar numa cadeira, abraçou Vincent e chorou. Ele retribuiu o abraço e logo em seguida desceu as escadas para buscar um copo d’água para a amiga e para a governanta. Ao chegar na cozinha Vincent notou que a louça ainda não tinha sido lavada e que das sobremesas servidas somente duas haviam sido provadas, enquanto as outras estavam intactas. Ele, então, olhou para as sobremesas e viu que uma das que tinham sido comidas continha uma substância em pó e era de cor diferente das outras, logo, supôs que a morte do amigo pudesse ter sido por envenenamento, ele entendia o motivo da morte, mas não entendia quem o faria:
- Se o motivo era a venda das posses o assassino sabia da notícia antes dela ser divulgada e já veio para o jantar preparado para cometer o crime, já que durante o jantar ninguém saiu da mesa – pensou o detetive enquanto levava a água para as senhoras.
Ao chegar no quarto Vincent distribuiu os copos, aproximou-se da Sra Miller e disse:
- Vou começar a investigar a causa de tudo isso logo depois do almoço, e gostaria de começar pela senhora tudo bem?
- Sim, sim – disse ela sem ter muita noção do que estava dizendo. Vou descer para adiantar o almoço, com licença.
Vincent voltou para seu quarto e tirou do bolso do paletó a taça com a substância estranha que encontrou na cozinha.
...to be continued
terça-feira, 6 de abril de 2010
Fascículo 6
continuando...
IV
Uma manhã conturbada
Quando acordou Vincent ouviu um burburinho vindo do andar de baixo da casa, eram por volta das oito da manhã e quase todos já estavam acordados. Assim que desceu as escadas pôde ver que no hall de entrada estavam Lady Taylor e seus dois filhos, além de Theodore e Christine todos falando ao mesmo tempo e argumentando alguma coisa com Sra. Miller, logo viu que se tratava da nevasca que caíra na noite anterior e continuava caindo, pois graças a ela ninguém poderia sair da casa por pelo menos mais uma semana. Theodore era o que mais reclamava, pois continuava dizendo que não poderia perder seus compromissos em Manchester, Anabelle, no entanto, mantinha-se impassível, porém visivelmente nervosa, Lady Taylor, que já havia expressado sua falta de vontade de ficar debaixo do mesmo teto que o cunhado estava com a mesma cara de nojo de antes, Bruce tentava apaziguar a situação.
Assim que o detetive desceu as escadas procurou saber de Julliet, Allan e Arnold, já que o advogado havia ido embora no dia anterior. A Sra Miller disse não saber o que estava acontecendo com o patrão, visto que ele era sempre um dos primeiros a acordar, às vezes antes da própria governanta, Allan estava no porão procurando alguma coisa que ajudasse a abrir a porta, porém Julliet deveria mesmo estar dormindo, ela sempre dormia demais desde pequena. Vincent resolveu, então, esperar um pouco mais para ver se o amigo acordava, mas não poderia ficar de mãos abanando.
- Bom, não vai adiantar nada ficarmos esperando a solução cair do céu, vamos ajudar Allan no porão. Disse o detetive.
- Boa idéia – apoiou Bruce.
- Mais alguém? – perguntou
O silêncio permaneceu no ambiente, mesmo com todos olhando para Theodore o inglês não demonstrou o mínimo de vontade em ajudar. Vincent e Bruce desceram para ajudar Allan onde ficaram até ouvirem o grito da Sra Miller vindo do andar de cima, os três subiram correndo e ao chegarem na porta do quarto de Arnold todos estavam atônitos, Sra. Miller estava desmaiada no corredor sendo abanada por Christine e Bruce. Vincent correu e entrou no quarto. Julliet, já acordada, chorava ao pé da cama do pai onde este estava deitado imóvel. Morto!
to be continued...
IV
Uma manhã conturbada
Quando acordou Vincent ouviu um burburinho vindo do andar de baixo da casa, eram por volta das oito da manhã e quase todos já estavam acordados. Assim que desceu as escadas pôde ver que no hall de entrada estavam Lady Taylor e seus dois filhos, além de Theodore e Christine todos falando ao mesmo tempo e argumentando alguma coisa com Sra. Miller, logo viu que se tratava da nevasca que caíra na noite anterior e continuava caindo, pois graças a ela ninguém poderia sair da casa por pelo menos mais uma semana. Theodore era o que mais reclamava, pois continuava dizendo que não poderia perder seus compromissos em Manchester, Anabelle, no entanto, mantinha-se impassível, porém visivelmente nervosa, Lady Taylor, que já havia expressado sua falta de vontade de ficar debaixo do mesmo teto que o cunhado estava com a mesma cara de nojo de antes, Bruce tentava apaziguar a situação.
Assim que o detetive desceu as escadas procurou saber de Julliet, Allan e Arnold, já que o advogado havia ido embora no dia anterior. A Sra Miller disse não saber o que estava acontecendo com o patrão, visto que ele era sempre um dos primeiros a acordar, às vezes antes da própria governanta, Allan estava no porão procurando alguma coisa que ajudasse a abrir a porta, porém Julliet deveria mesmo estar dormindo, ela sempre dormia demais desde pequena. Vincent resolveu, então, esperar um pouco mais para ver se o amigo acordava, mas não poderia ficar de mãos abanando.
- Bom, não vai adiantar nada ficarmos esperando a solução cair do céu, vamos ajudar Allan no porão. Disse o detetive.
- Boa idéia – apoiou Bruce.
- Mais alguém? – perguntou
O silêncio permaneceu no ambiente, mesmo com todos olhando para Theodore o inglês não demonstrou o mínimo de vontade em ajudar. Vincent e Bruce desceram para ajudar Allan onde ficaram até ouvirem o grito da Sra Miller vindo do andar de cima, os três subiram correndo e ao chegarem na porta do quarto de Arnold todos estavam atônitos, Sra. Miller estava desmaiada no corredor sendo abanada por Christine e Bruce. Vincent correu e entrou no quarto. Julliet, já acordada, chorava ao pé da cama do pai onde este estava deitado imóvel. Morto!
to be continued...
sábado, 3 de abril de 2010
Fascículo 5
... Continuando ...
- Estou muito feliz por todos vocês terem comparecido a essa pequena recepção que eu com imenso prazer os convidei para anunciar a venda de todos os meus bens, e isso inclui as empresas, esta casa e até mesmo esses pratos e talheres que vocês estão comendo hoje. O dinheiro será entregue a uma instituição de caridade no dia seguinte à venda claro que não deixarei a menina dos meus olhos desamparada, para Julliet deixarei uma conta bancária suficiente para que ela se mantenha até que consiga viver com suas próprias pernas depois da faculdade, mas todo o resto será doado. Agradeço a compreensão de todos. Sra. Miller, por favor, a sobremesa.
Assim que a sobremesa foi servida Arnold pegou sua porção e saiu da mesa para seu escritório, William Foe foi atrás dele.
Todos ficaram pasmos com a notícia, ninguém havia entendido nada, enquanto as sobremesas eram servidas Julliet se retirou da mesa e com ela Allan, logo depois deles foram Theodore e Anabelle que saíram, Christine, sem entender muito bem o que estava acontecendo desmaiou e foi socorrida por Vincent Pall e Bruce, Lady Taylor foi a única a degustar a sobremesa como se não houvesse se surpreendido com a notícia que o cunhado acabara de dar.
William entra no escritório de Arnold e o encontra sentado prestes a queimar um bilhete.
- Arnold o que foi aquilo lá embaixo? Porque não me contou que estava querendo vender suas posses – perguntou o advogado.
- Não se preocupe William sei o que estou fazendo, não vou viver muito e não quero que esses sanguessugas levem o que conquistei – respondeu.
- Mas de onde você tirou essa idéia, você ainda é jovem nem chegou aos sessenta anos ainda, tem muito para viver.
- Tirei daqui – respondeu Arnold visivelmente alterado mostrando o papel que tinha em mãos. Mas não vou mais ser importunado por isso – disse queimando o papel.
Na sala de jantar Christine já estava bem e bebia um copo de água sentada em uma das cadeiras. Vincent Pall tentava acalmar a todos e conduzindo cada um a seu quarto.
- Vamos evitar maiores problemas hoje, precisamos descansar e amanhã vocês esclarecerão as dúvidas com Sr. Arnold tenho certeza que ele tem os motivos dele para isso – disse o detetive.
O pedido foi reforçado por Bruce.
- O Sr. Pall tem razão vamos dormir amanhã resolvemos isso.
A noite transcorreu bem para os convidados. Sem ouvir nenhum ruído pela casa Vincent Pall foi o último a se recolher. Preso em seus pensamentos tentou fazer alguma ligação entre os fatos e as pessoas relacionadas e não conseguia encontrar nenhuma razão para a decisão do amigo. Perdido em seus pensamentos Pall ouviu algo do lado de fora de seu quarto, como se alguém andasse pelo corredor, o primeiro reflexo seria abrir a porta, mas não para Vincent, ele era perspicaz viu que havia alguém passando pelo corredor, o relógio marcava 1:00 da manhã ele hesitou um pouco até que abriu a porta. Viu então Julliet entrar em seu quarto.
- Algum problema Sr. Pall? Perguntou Julliet
- Não Srta Haas, só achei que tivesse ouvido algo – respondeu o detetive já fechando a porta.
... To be Continued ...
- Estou muito feliz por todos vocês terem comparecido a essa pequena recepção que eu com imenso prazer os convidei para anunciar a venda de todos os meus bens, e isso inclui as empresas, esta casa e até mesmo esses pratos e talheres que vocês estão comendo hoje. O dinheiro será entregue a uma instituição de caridade no dia seguinte à venda claro que não deixarei a menina dos meus olhos desamparada, para Julliet deixarei uma conta bancária suficiente para que ela se mantenha até que consiga viver com suas próprias pernas depois da faculdade, mas todo o resto será doado. Agradeço a compreensão de todos. Sra. Miller, por favor, a sobremesa.
Assim que a sobremesa foi servida Arnold pegou sua porção e saiu da mesa para seu escritório, William Foe foi atrás dele.
Todos ficaram pasmos com a notícia, ninguém havia entendido nada, enquanto as sobremesas eram servidas Julliet se retirou da mesa e com ela Allan, logo depois deles foram Theodore e Anabelle que saíram, Christine, sem entender muito bem o que estava acontecendo desmaiou e foi socorrida por Vincent Pall e Bruce, Lady Taylor foi a única a degustar a sobremesa como se não houvesse se surpreendido com a notícia que o cunhado acabara de dar.
William entra no escritório de Arnold e o encontra sentado prestes a queimar um bilhete.
- Arnold o que foi aquilo lá embaixo? Porque não me contou que estava querendo vender suas posses – perguntou o advogado.
- Não se preocupe William sei o que estou fazendo, não vou viver muito e não quero que esses sanguessugas levem o que conquistei – respondeu.
- Mas de onde você tirou essa idéia, você ainda é jovem nem chegou aos sessenta anos ainda, tem muito para viver.
- Tirei daqui – respondeu Arnold visivelmente alterado mostrando o papel que tinha em mãos. Mas não vou mais ser importunado por isso – disse queimando o papel.
Na sala de jantar Christine já estava bem e bebia um copo de água sentada em uma das cadeiras. Vincent Pall tentava acalmar a todos e conduzindo cada um a seu quarto.
- Vamos evitar maiores problemas hoje, precisamos descansar e amanhã vocês esclarecerão as dúvidas com Sr. Arnold tenho certeza que ele tem os motivos dele para isso – disse o detetive.
O pedido foi reforçado por Bruce.
- O Sr. Pall tem razão vamos dormir amanhã resolvemos isso.
A noite transcorreu bem para os convidados. Sem ouvir nenhum ruído pela casa Vincent Pall foi o último a se recolher. Preso em seus pensamentos tentou fazer alguma ligação entre os fatos e as pessoas relacionadas e não conseguia encontrar nenhuma razão para a decisão do amigo. Perdido em seus pensamentos Pall ouviu algo do lado de fora de seu quarto, como se alguém andasse pelo corredor, o primeiro reflexo seria abrir a porta, mas não para Vincent, ele era perspicaz viu que havia alguém passando pelo corredor, o relógio marcava 1:00 da manhã ele hesitou um pouco até que abriu a porta. Viu então Julliet entrar em seu quarto.
- Algum problema Sr. Pall? Perguntou Julliet
- Não Srta Haas, só achei que tivesse ouvido algo – respondeu o detetive já fechando a porta.
... To be Continued ...
quarta-feira, 31 de março de 2010
Fascículo 4
Continuando ...
III
O jantar
Ainda antes do anoitecer naquele dia chegaria à casa de Arnold Haas o alemão amigo de Julliet, Allan Fritz. Ao entrar pelo portão da mansão viu Julliet colocando botões no rosto de um boneco de neve que ela acabara de fazer. Ele se aproximou e quando estava próximo pisou num graveto e assim que o frágil galho quebrou Julliet se virou para ele assustada, um susto que logo se transformaria em alegria. Ela então foi até ele e o abraçou.
- Você veio mesmo – disse ela visivelmente feliz
- Como recusar o pedido de uma pessoa tão encantadora – respondeu Allan sorrindo. Não sabia que era escultora – disse se referindo ao boneco de neve.
- Não sou, mas um boneco de neve no quintal é uma das coisas que mais me prendiam a atenção quando era mais nova. Venha, vou apresentá-lo para meu pai – disse ela puxando o rapaz pelo braço.
Arnold estava no escritório quando Julliet entrou animada.
- Papai, eu quero que conheça Allan Fritz, ele me acompanhou durante a viagem e eu o convidei para o jantar, espero que não se importe.
Arnold com uma expressão visivelmente carregada cumprimenta o rapaz.
- Claro minha filha problema algum. Se o rapaz é seu convidado será sempre bem vindo nesta casa – disse ele sorrindo para o convidado.
- Está tudo bem papai? Perguntou Julliet depois de ver que seu pai não estava mais com a mesma empolgação de minutos antes.
- Está sim queria, só uma indisposição, mas logo vai passar já tomei meu remédio – respondeu ele sorrindo e com a voz tranqüila.
Conforme as horas se passavam os empregados iam arrumando a casa para o jantar. Na escadaria principal, enfeites feitos com laços de fita amarela, a mesa de jantar posta com todos os tipos de talheres imagináveis para uma ocasião assim, os convidados todos se preparando, colocando suas roupas finas, exceto Julliet que já estava pronta e conversava animadamente com seu convidado na sala de estar em frente à lareira, que servia apenas para ilustrar a sala visto que a mansão possuía um moderno sistema de aquecimento central. Vincent Pall passou pela cozinha para observar o que estava sendo feito para o jantar seduzido pelo cheiro que exalava.
Ao sair da cozinha o detetive encontrou Theodore com cara de poucos amigos.
- Está tudo bem Sr. Baker? Perguntou o detetive
Theodore apenas olhou para Pall que insistiu ironicamente.
- Prove um desses canapés, estão deliciosos.
- Não tenho tempo para canapés estou com muitos problemas.
- Eu imagino – disse ele pensativo – eu imagino.
Antes de Theodore responder ao detetive Sra. Miller anuncia que o jantar será servido em breve. Vincent sobe para seu quarto e ouve Arnold discutindo com alguém ao telefone, no entanto em segundos ele sai do quarto com uma expressão tensa e ao ver o detetive tenta disfarçar e ambos descem para o jantar.
Sentam-se todos à mesa na cabeceira, como não podia deixar de ser, Arnold a sua direita Julliet e ao lado dela Allan, próximo ao alemão estava Vincent Pall e Bruce logo depois dele. À esquerda do anfitrião estavam Christine, Theodore, Anabelle e Lady Taylor. Para completar a mesa chagaria a casa o advogado de Arnold, William Foe.
Tudo transcorria bem e todos conversavam animadamente exceto Anabelle e o marido que ainda pareciam brigados, Christine contava suas experiências pela Inglaterra a Vincent Pall e Bruce Taylor, Julliet contava como conheceu Allan a Anabelle e Lady Taylor conversava sobre sua irmã com o advogado enquanto Arnold apenas observava a todos sem dizer uma palavra. Assim que todos terminaram o prato principal Arnold se levanta para anunciar o motivo da sua reunião.
III
O jantar
Ainda antes do anoitecer naquele dia chegaria à casa de Arnold Haas o alemão amigo de Julliet, Allan Fritz. Ao entrar pelo portão da mansão viu Julliet colocando botões no rosto de um boneco de neve que ela acabara de fazer. Ele se aproximou e quando estava próximo pisou num graveto e assim que o frágil galho quebrou Julliet se virou para ele assustada, um susto que logo se transformaria em alegria. Ela então foi até ele e o abraçou.
- Você veio mesmo – disse ela visivelmente feliz
- Como recusar o pedido de uma pessoa tão encantadora – respondeu Allan sorrindo. Não sabia que era escultora – disse se referindo ao boneco de neve.
- Não sou, mas um boneco de neve no quintal é uma das coisas que mais me prendiam a atenção quando era mais nova. Venha, vou apresentá-lo para meu pai – disse ela puxando o rapaz pelo braço.
Arnold estava no escritório quando Julliet entrou animada.
- Papai, eu quero que conheça Allan Fritz, ele me acompanhou durante a viagem e eu o convidei para o jantar, espero que não se importe.
Arnold com uma expressão visivelmente carregada cumprimenta o rapaz.
- Claro minha filha problema algum. Se o rapaz é seu convidado será sempre bem vindo nesta casa – disse ele sorrindo para o convidado.
- Está tudo bem papai? Perguntou Julliet depois de ver que seu pai não estava mais com a mesma empolgação de minutos antes.
- Está sim queria, só uma indisposição, mas logo vai passar já tomei meu remédio – respondeu ele sorrindo e com a voz tranqüila.
Conforme as horas se passavam os empregados iam arrumando a casa para o jantar. Na escadaria principal, enfeites feitos com laços de fita amarela, a mesa de jantar posta com todos os tipos de talheres imagináveis para uma ocasião assim, os convidados todos se preparando, colocando suas roupas finas, exceto Julliet que já estava pronta e conversava animadamente com seu convidado na sala de estar em frente à lareira, que servia apenas para ilustrar a sala visto que a mansão possuía um moderno sistema de aquecimento central. Vincent Pall passou pela cozinha para observar o que estava sendo feito para o jantar seduzido pelo cheiro que exalava.
Ao sair da cozinha o detetive encontrou Theodore com cara de poucos amigos.
- Está tudo bem Sr. Baker? Perguntou o detetive
Theodore apenas olhou para Pall que insistiu ironicamente.
- Prove um desses canapés, estão deliciosos.
- Não tenho tempo para canapés estou com muitos problemas.
- Eu imagino – disse ele pensativo – eu imagino.
Antes de Theodore responder ao detetive Sra. Miller anuncia que o jantar será servido em breve. Vincent sobe para seu quarto e ouve Arnold discutindo com alguém ao telefone, no entanto em segundos ele sai do quarto com uma expressão tensa e ao ver o detetive tenta disfarçar e ambos descem para o jantar.
Sentam-se todos à mesa na cabeceira, como não podia deixar de ser, Arnold a sua direita Julliet e ao lado dela Allan, próximo ao alemão estava Vincent Pall e Bruce logo depois dele. À esquerda do anfitrião estavam Christine, Theodore, Anabelle e Lady Taylor. Para completar a mesa chagaria a casa o advogado de Arnold, William Foe.
Tudo transcorria bem e todos conversavam animadamente exceto Anabelle e o marido que ainda pareciam brigados, Christine contava suas experiências pela Inglaterra a Vincent Pall e Bruce Taylor, Julliet contava como conheceu Allan a Anabelle e Lady Taylor conversava sobre sua irmã com o advogado enquanto Arnold apenas observava a todos sem dizer uma palavra. Assim que todos terminaram o prato principal Arnold se levanta para anunciar o motivo da sua reunião.
terça-feira, 30 de março de 2010
Fascículo 3
Continuando...
II
A chegada
Depois de dois dias de viagem, finalmente Julliet se aproximava do seu destino. Allan agora era praticamente seu amigo, conversavam o tempo inteiro e ela descobriu que ele trabalhava para a marinha alemã como engenheiro naval e era especialista em fármacos, por ter trabalhado por muitos anos com a preparação de remédios numa fábrica suíça, ela soube também que a mãe dele, assim como seu pai, era refugiada de guerra e morava na Suíça e ele estava indo para lá visitá-la.
- Querida, estamos chegando à Suíça – disse Allan.
- Sim – assentiu ela com a cabeça baixa.
Ele pegou a mala de Julliet na cabine e levou até o táxi que a esperava.
- Vou te ver de novo? – perguntou ele
- Quando quiser, vou ficar na casa do meu pai todo o inverno, e como eu te disse esta noite teremos um jantar, eu adoraria que você fosse.
- Mas é um jantar em família algo muito intimo não seria educado eu aparecer por lá – disse ele colocando o casaco nos ombros de Julliet.
- Você é meu convidado – reforçou ela entrando no táxi.
O táxi seguiu e o rapaz o acompanhou com os olhos até perde-lo de vista.
- Pode até ser uma boa idéia – pensou ele com um sorriso no canto do rosto.
Vincent estava no jardim olhando as orquídeas e viu chegar um carro luxuoso preto de onde desceram um rapaz alto de terno e uma linda mulher logo depois dele. Ele reconheceu os traços da garota, era sem dúvida Anabelle, a sobrinha de Arnold, com o tal marido que também lhe lembrava alguém, porém não sabia quem. O casal entrou na casa enquanto o motorista tirava as malas do carro.
Ao entrar, Anabelle foi recebida pelo seu tio que já estava a aguardando.
- Anabelle, sempre linda minha sobrinha.
- Olá titio estava morrendo de saudades, faz muito tempo que não venho aqui, não tinha nem casado ainda não é? A propósito esse é Theodore Baker meu marido.
- Olá garoto, espero que esteja cuidando muito bem dessa menina – disse Arnold enquanto apertava a mão de Theodore.
- Também espero que esteja – respondeu o rapaz
Enquanto conversavam Vincent entrou na sala e logo foi introduzido ao casal pelo anfitrião, depois de uma breve apresentação o detetive trocou cartões com o advogado que logo depois foi levado ao quarto junto com a esposa pela sra Miller.
Cerca de uma hora depois chegaria à casa Lady Taylor com seu filho Bruce, ambos foram bem recepcionados e devidamente colocados em seus quartos.
- Bruce querido, não desarrume demais as suas malas, não pretendo ficar debaixo desse teto por mais de vinte e quatro horas – disse Lady Taylor.
- Não se preocupe mamãe nada de demoras voltaremos amanhã mesmo – respondeu o rapaz – será que Anabelle já chegou?
- Acho que sim, parece que vi o imprestável do marido dela entrando no quarto ao lado – respondeu ela.
- Mamãe pare de implicar tanto com Theodore ele é um bom rapaz.
Lady Taylor não respondeu com palavras à observação do filho, mas certamente ele sabia o que aquele olhar que ela lhe lançara queria dizer. Não falou mais no assunto e saiu do quarto da mãe para o seu. No caminho passou pelo quarto onde supostamente estaria a irmã, pensou em bater na porta, mas ouviu o casal discutindo e achou melhor não incomodar, eles pareciam exaltados. Bruce notou que Anabelle estava nervosa, mais do que o de costume. Vincent, no quarto da frente, abriu a porta para ver o que acontecia e viu o garoto ainda no corredor ouvindo à discussão, como se tratava apenas de uma briga de casal, o detetive cumprimentou Bruce e fechou sua porta.
Christine Smith chegou no fim da tarde, ela era uma artista plástica que estudou com Arnold e Vincent se formou em Londres, mas nunca fez muito sucesso casou-se com um ator de teatro e os dois viviam com o filho no sul da Inglaterra. Sempre se ouviu dizer que ela e Arnold tinham um caso, mas eles sempre negaram o tal fato.
- Christine querida quanto tempo – disse Arnold sorrindo
- Arnold você sempre tão gentil, obrigada pelo convite – respondeu ela educadamente. Qual a ocasião meu caro?
- É uma surpresa que quero compartilhar com todos, assim que Julliet chegar nos reuniremos para o jantar e falarei mais, venha vou lhe mostrar o seu quarto pessoalmente.
Passaram pela lareira, subiram as escadas e seguiram pelo corredor, a briga já havia acabado a essa altura e enquanto Arnold mostrava o quarto para sua convidada, Julliet chegava, de táxi, à casa.
- Quanto é a corrida meu senhor? – perguntou ela.
- 25 libras – respondeu o motorista.
- Aqui está, o senhor pode me ajudar a levar as malas?
- Sim madame.
Eles então levaram as malas da moça até a porta, de onde o motorista deu meia volta e partiu com seu carro.
- Novamente em casa – pensou Julliet enquanto tocava a campainha.
A melodia suave ressoou pela casa e instantes depois a Sra Miller abriu a porta e foi surpreendida pelo sorriso e o abraço de Julliet. A menina sempre teve na governanta a imagem de mãe, pois ela sempre ajudou Arnold na sua criação.
- Quem é que vai fazer minha comida predileta hoje? – perguntou Julliet animada
- Não sei não se você merece, você nem se importa mais comigo não vem mais me ver – respondeu a governanta. Mas como sou muito boba, já fiz tudo que você gosta pro jantar de hoje. – respondeu a governanta levando as malas para dentro.
Ouvindo uma voz familiar Arnold sai do quarto de Christine e vê a filha correndo pelo corredor em sua direção e assim que ela o abraçou, não pode deixar de lembrar dos tempos em que a pequena Julliet chegava da escola correndo direto para seu colo para que ele lhe contasse uma história. Emocionado pensou: - agora estamos todos aqui.
II
A chegada
Depois de dois dias de viagem, finalmente Julliet se aproximava do seu destino. Allan agora era praticamente seu amigo, conversavam o tempo inteiro e ela descobriu que ele trabalhava para a marinha alemã como engenheiro naval e era especialista em fármacos, por ter trabalhado por muitos anos com a preparação de remédios numa fábrica suíça, ela soube também que a mãe dele, assim como seu pai, era refugiada de guerra e morava na Suíça e ele estava indo para lá visitá-la.
- Querida, estamos chegando à Suíça – disse Allan.
- Sim – assentiu ela com a cabeça baixa.
Ele pegou a mala de Julliet na cabine e levou até o táxi que a esperava.
- Vou te ver de novo? – perguntou ele
- Quando quiser, vou ficar na casa do meu pai todo o inverno, e como eu te disse esta noite teremos um jantar, eu adoraria que você fosse.
- Mas é um jantar em família algo muito intimo não seria educado eu aparecer por lá – disse ele colocando o casaco nos ombros de Julliet.
- Você é meu convidado – reforçou ela entrando no táxi.
O táxi seguiu e o rapaz o acompanhou com os olhos até perde-lo de vista.
- Pode até ser uma boa idéia – pensou ele com um sorriso no canto do rosto.
Vincent estava no jardim olhando as orquídeas e viu chegar um carro luxuoso preto de onde desceram um rapaz alto de terno e uma linda mulher logo depois dele. Ele reconheceu os traços da garota, era sem dúvida Anabelle, a sobrinha de Arnold, com o tal marido que também lhe lembrava alguém, porém não sabia quem. O casal entrou na casa enquanto o motorista tirava as malas do carro.
Ao entrar, Anabelle foi recebida pelo seu tio que já estava a aguardando.
- Anabelle, sempre linda minha sobrinha.
- Olá titio estava morrendo de saudades, faz muito tempo que não venho aqui, não tinha nem casado ainda não é? A propósito esse é Theodore Baker meu marido.
- Olá garoto, espero que esteja cuidando muito bem dessa menina – disse Arnold enquanto apertava a mão de Theodore.
- Também espero que esteja – respondeu o rapaz
Enquanto conversavam Vincent entrou na sala e logo foi introduzido ao casal pelo anfitrião, depois de uma breve apresentação o detetive trocou cartões com o advogado que logo depois foi levado ao quarto junto com a esposa pela sra Miller.
Cerca de uma hora depois chegaria à casa Lady Taylor com seu filho Bruce, ambos foram bem recepcionados e devidamente colocados em seus quartos.
- Bruce querido, não desarrume demais as suas malas, não pretendo ficar debaixo desse teto por mais de vinte e quatro horas – disse Lady Taylor.
- Não se preocupe mamãe nada de demoras voltaremos amanhã mesmo – respondeu o rapaz – será que Anabelle já chegou?
- Acho que sim, parece que vi o imprestável do marido dela entrando no quarto ao lado – respondeu ela.
- Mamãe pare de implicar tanto com Theodore ele é um bom rapaz.
Lady Taylor não respondeu com palavras à observação do filho, mas certamente ele sabia o que aquele olhar que ela lhe lançara queria dizer. Não falou mais no assunto e saiu do quarto da mãe para o seu. No caminho passou pelo quarto onde supostamente estaria a irmã, pensou em bater na porta, mas ouviu o casal discutindo e achou melhor não incomodar, eles pareciam exaltados. Bruce notou que Anabelle estava nervosa, mais do que o de costume. Vincent, no quarto da frente, abriu a porta para ver o que acontecia e viu o garoto ainda no corredor ouvindo à discussão, como se tratava apenas de uma briga de casal, o detetive cumprimentou Bruce e fechou sua porta.
Christine Smith chegou no fim da tarde, ela era uma artista plástica que estudou com Arnold e Vincent se formou em Londres, mas nunca fez muito sucesso casou-se com um ator de teatro e os dois viviam com o filho no sul da Inglaterra. Sempre se ouviu dizer que ela e Arnold tinham um caso, mas eles sempre negaram o tal fato.
- Christine querida quanto tempo – disse Arnold sorrindo
- Arnold você sempre tão gentil, obrigada pelo convite – respondeu ela educadamente. Qual a ocasião meu caro?
- É uma surpresa que quero compartilhar com todos, assim que Julliet chegar nos reuniremos para o jantar e falarei mais, venha vou lhe mostrar o seu quarto pessoalmente.
Passaram pela lareira, subiram as escadas e seguiram pelo corredor, a briga já havia acabado a essa altura e enquanto Arnold mostrava o quarto para sua convidada, Julliet chegava, de táxi, à casa.
- Quanto é a corrida meu senhor? – perguntou ela.
- 25 libras – respondeu o motorista.
- Aqui está, o senhor pode me ajudar a levar as malas?
- Sim madame.
Eles então levaram as malas da moça até a porta, de onde o motorista deu meia volta e partiu com seu carro.
- Novamente em casa – pensou Julliet enquanto tocava a campainha.
A melodia suave ressoou pela casa e instantes depois a Sra Miller abriu a porta e foi surpreendida pelo sorriso e o abraço de Julliet. A menina sempre teve na governanta a imagem de mãe, pois ela sempre ajudou Arnold na sua criação.
- Quem é que vai fazer minha comida predileta hoje? – perguntou Julliet animada
- Não sei não se você merece, você nem se importa mais comigo não vem mais me ver – respondeu a governanta. Mas como sou muito boba, já fiz tudo que você gosta pro jantar de hoje. – respondeu a governanta levando as malas para dentro.
Ouvindo uma voz familiar Arnold sai do quarto de Christine e vê a filha correndo pelo corredor em sua direção e assim que ela o abraçou, não pode deixar de lembrar dos tempos em que a pequena Julliet chegava da escola correndo direto para seu colo para que ele lhe contasse uma história. Emocionado pensou: - agora estamos todos aqui.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Fascículo 2
continuando...
- Senhor?
- Sim, Sra. Miller.
- O seu primeiro convidado chegou. É o Sr. Pall.
- Mande-o entrar por favor.
Vincent Pall era detetive particular e havia feito fortuna e sucesso há alguns anos, mas no momento andava fora de atividade. Entretanto, acumulou o suficiente durante sua vida toda para se manter nesse período mais inativo. Ele e Arnold Haas estudaram juntos no colégio na Inglaterra e sempre foram muito amigos. Arnold era um empresário alemão que fugiu com sua família, quando ainda era criança, para a Inglaterra por causa da guerra, e lá fez fortuna, constituiu família e teve uma filha. Sua esposa sofreu um acidente cinco anos depois do nascimento de Julliet e veio a falecer. Ele então se mudou para a Basiléia na Suíça de onde passou a gerenciar suas empresas automotivas.
Alguns minutos depois a porta abre e um homem de cabelos pretos e não muito alto entra no escritório. Ele olha tudo e vê que se trata de um lugar muito aconchegante e bonito, um carpete cor de vinho e duas paredes cheias de livros, no centro, uma mesa de madeira maciça trabalhada e atrás dela um homem nos seus cinqüenta anos de estatura mediana e com os cabelos já grisalhos.
- Arnold? – perguntou o visitante – como você envelheceu, disse o homem rindo.
- Olha só quem fala – respondeu o anfitrião dando um forte abraço no amigo – você tem que parar de pintar esse seu cabelo.
- Fiquei muito feliz, mas confesso não ter entendido o motivo do seu convite.
- Você vai entender meu caro, mas na hora certa, na hora certa. Agora vamos vou lhe mostrar a casa.
Depois de alguns minutos olhando a mansão, os móveis e os inúmeros quartos os dois amigos sentaram na sala de estar, em frente à lareira, e conversaram por mais alguns instantes enquanto iniciavam uma partida de xadrez.
- Então me diga Arnold quem mais virá para essa recepção que você está preparando? – perguntou Vincent Pall.
- Acredito que só os mais íntimos, minha filha Julliet, meus sobrinhos Anabelle e Bruce, e a mãe deles a tira colo, claro.
- Você não gosta mesmo dela não é?
- Nunca gostei, e nem ela de mim, ela achava que a irmã, minha querida Louise, não deveria se casar comigo, só sossegou quando casou com o tal coronel sei-lá-o-quê. Além deles acredito que Christine possa aparecer por aqui, lembra-se dela Vincent?
- Christine Smith? Como poderia esquecer, era uma linda garota nos nossos tempos de colégio, mas achei que vocês não tinham mais contato um com o outro – afirmou o detetive.
- Pois é, eu a reencontrei na estréia da peça de teatro de um amigo meu, conversamos muito e achei que deveria convidá-la. Explicou o empresário.
- Eu soube, na época, que vocês tiveram um caso, mas você nunca me respondeu se isso aconteceu ou não.
- Xeque!
- O quê?
- Xeque! Repetiu Arnold olhando para o tabuleiro fixamente
- Está desviando o assunto novamente? Indagou o detetive.
- Não, claro que não, mas às vezes pensamos que as peças estão sob controle quando não percebemos que há uma ameaça por trás de uma ação despretensiosa nem sempre podemos contar com os bispos ou as torres, Vincent, e se você não tem mais sua rainha para te proteger e te dar suporte você fica vulnerável demais e aí seus peões não suportam a pressão. Você se vê encurralado até que vem um cavalo e te dá o xeque-mate. – disse Arnold com a voz pesada.
- Espera um segundo, qual é o enigma, está acontecendo alguma coisa? Perguntou o detetive movendo o rei no tabuleiro.
- Não – respondeu o amigo com a voz doce – xeque-mate!
to be continued ...
- Senhor?
- Sim, Sra. Miller.
- O seu primeiro convidado chegou. É o Sr. Pall.
- Mande-o entrar por favor.
Vincent Pall era detetive particular e havia feito fortuna e sucesso há alguns anos, mas no momento andava fora de atividade. Entretanto, acumulou o suficiente durante sua vida toda para se manter nesse período mais inativo. Ele e Arnold Haas estudaram juntos no colégio na Inglaterra e sempre foram muito amigos. Arnold era um empresário alemão que fugiu com sua família, quando ainda era criança, para a Inglaterra por causa da guerra, e lá fez fortuna, constituiu família e teve uma filha. Sua esposa sofreu um acidente cinco anos depois do nascimento de Julliet e veio a falecer. Ele então se mudou para a Basiléia na Suíça de onde passou a gerenciar suas empresas automotivas.
Alguns minutos depois a porta abre e um homem de cabelos pretos e não muito alto entra no escritório. Ele olha tudo e vê que se trata de um lugar muito aconchegante e bonito, um carpete cor de vinho e duas paredes cheias de livros, no centro, uma mesa de madeira maciça trabalhada e atrás dela um homem nos seus cinqüenta anos de estatura mediana e com os cabelos já grisalhos.
- Arnold? – perguntou o visitante – como você envelheceu, disse o homem rindo.
- Olha só quem fala – respondeu o anfitrião dando um forte abraço no amigo – você tem que parar de pintar esse seu cabelo.
- Fiquei muito feliz, mas confesso não ter entendido o motivo do seu convite.
- Você vai entender meu caro, mas na hora certa, na hora certa. Agora vamos vou lhe mostrar a casa.
Depois de alguns minutos olhando a mansão, os móveis e os inúmeros quartos os dois amigos sentaram na sala de estar, em frente à lareira, e conversaram por mais alguns instantes enquanto iniciavam uma partida de xadrez.
- Então me diga Arnold quem mais virá para essa recepção que você está preparando? – perguntou Vincent Pall.
- Acredito que só os mais íntimos, minha filha Julliet, meus sobrinhos Anabelle e Bruce, e a mãe deles a tira colo, claro.
- Você não gosta mesmo dela não é?
- Nunca gostei, e nem ela de mim, ela achava que a irmã, minha querida Louise, não deveria se casar comigo, só sossegou quando casou com o tal coronel sei-lá-o-quê. Além deles acredito que Christine possa aparecer por aqui, lembra-se dela Vincent?
- Christine Smith? Como poderia esquecer, era uma linda garota nos nossos tempos de colégio, mas achei que vocês não tinham mais contato um com o outro – afirmou o detetive.
- Pois é, eu a reencontrei na estréia da peça de teatro de um amigo meu, conversamos muito e achei que deveria convidá-la. Explicou o empresário.
- Eu soube, na época, que vocês tiveram um caso, mas você nunca me respondeu se isso aconteceu ou não.
- Xeque!
- O quê?
- Xeque! Repetiu Arnold olhando para o tabuleiro fixamente
- Está desviando o assunto novamente? Indagou o detetive.
- Não, claro que não, mas às vezes pensamos que as peças estão sob controle quando não percebemos que há uma ameaça por trás de uma ação despretensiosa nem sempre podemos contar com os bispos ou as torres, Vincent, e se você não tem mais sua rainha para te proteger e te dar suporte você fica vulnerável demais e aí seus peões não suportam a pressão. Você se vê encurralado até que vem um cavalo e te dá o xeque-mate. – disse Arnold com a voz pesada.
- Espera um segundo, qual é o enigma, está acontecendo alguma coisa? Perguntou o detetive movendo o rei no tabuleiro.
- Não – respondeu o amigo com a voz doce – xeque-mate!
to be continued ...
domingo, 28 de março de 2010
Assassinato no tabuleiro de xadrez
Bom galera, faz MTO tempo que não posto nada aqui, mas resolvi colocar o meu "glorioso" livro a disposição para quem quiser ler, porém será igual aos dicionários que "compravamos" com o jornal há anos atrás: em fascículos kkkk e aqui vai a primeira parte =)
O assassinato no tabuleiro
Capitulo I
Um convite inesperado
Era fim de tarde na França e o expresso para a Suíça começava sua viagem. Julliet checava os detalhes de sua cabine, tudo estava em ordem era uma cabine luxuosa, paredes acolchoadas cor de marfim com material anti-ruído, banheiro exclusivo e um sofá-cama confortável. Ela arrumou as malas no compartimento acima da cama e desceu para o bar, a viagem seria longa. Ela sentia falta do pai, e estava feliz porque logo voltaria a vê-lo.
Ao chegar no bar, também muito luxuoso, Julliet foi ao balcão e pediu um Dry Martini. Antes que a bebida chegasse \viu um rapaz se aproximando, ele deveria ter por volta dos trinta anos, loiro, alto e com porte físico atlético. O rapaz pediu para sentar-se do lado de Julliet, pedido que foi prontamente atendido.
- Boa tarde - disse ele com uma voz arranhada e em um inglês carregado de sotaque. Como se chama a ilustre dama?
- Julliet – respondeu parecendo não dar muita atenção para a pergunta – e o senhor, como se chama?
- Allan Fritz, mas, por favor, deixe de lado o senhor, não acho que estou tão velho assim.
- Fritz? É Alemão? Perguntou ela demonstrando certo interesse.
- Sim, você conhece a Alemanha?
- Meu pai é de lá.
- E suponho que esteja indo estudar na Suíça, ou está indo só comprar chocolates para sua mãe?
- Não, na verdade meu pai mora na Suíça e é por causa dele que estou indo para lá, vou para passar o inverno com ele. Não sei o que planeja, mas ele garantiu que faria uma grande surpresa e mal posso esperar para reencontra-lo. Bom agora se o senhor me der licença vou me recolher, preciso descansar a viagem será longa.
- Tudo bem, dois dias passam rápido, mas espero encontrar com a senhorita mais algumas vezes antes de chegarmos à Suíça.
- Espero que sim – respondeu Julliet sem muita verdade.
Julliet voltou para a cabine onde sentou na cama e chorou. A menção de Allan à sua mãe fez com que um sentimento que ela não sentia a muito tempo aflorasse novamente, a saudade. Desde que sua mãe morreu Julliet se apegou muito ao pai e teve uma longa passagem por Oxford estudando administração, para poder voltar e cuidar dos negócios da família. Esse dia estava chegando, mas ela não esperava por esse inverno na Suíça, e não entendia o porquê desse convite repentino, seu pai nunca havia feito isso antes. Mas não estava em condições de pensar em nada, então se deitou e dormiu.
- Querido já está pronto? Disse Anabelle.
- Sim querida, já estou descendo - respondeu Theodore.
- Precisamos nos apressar o nosso carro já chegou não podemos nos atrasar o convite dizia que a recepção seria as 7h00 e você sabe como o titio é pontual
- Fique calma, chegaremos a tempo, você já descobriu o porquê dessa reunião tão urgente? – perguntou o marido enquanto entravam no carro.
- Não, segundo mamãe ele chamou algumas pessoas pra uma surpresa, deve ser mais alguma fábrica que ele comprou ou outra fazenda – disse a garota.
- E sua mãe também vai?
- Sim, ela vai com Bruce.
- Não entendo porque precisamos tanto ir a Suíça, o escritório está cheio de processos urgentes não há tempo pra viagens, tenho uma audiência e preciso estar pronto, preciso estudar o caso ainda.
- Não se preocupe querido vamos voltar a tempo.
O carro partiu rumo ao aeroporto.
...
aguardem em breve o segundo fascículo
O assassinato no tabuleiro
Capitulo I
Um convite inesperado
Era fim de tarde na França e o expresso para a Suíça começava sua viagem. Julliet checava os detalhes de sua cabine, tudo estava em ordem era uma cabine luxuosa, paredes acolchoadas cor de marfim com material anti-ruído, banheiro exclusivo e um sofá-cama confortável. Ela arrumou as malas no compartimento acima da cama e desceu para o bar, a viagem seria longa. Ela sentia falta do pai, e estava feliz porque logo voltaria a vê-lo.
Ao chegar no bar, também muito luxuoso, Julliet foi ao balcão e pediu um Dry Martini. Antes que a bebida chegasse \viu um rapaz se aproximando, ele deveria ter por volta dos trinta anos, loiro, alto e com porte físico atlético. O rapaz pediu para sentar-se do lado de Julliet, pedido que foi prontamente atendido.
- Boa tarde - disse ele com uma voz arranhada e em um inglês carregado de sotaque. Como se chama a ilustre dama?
- Julliet – respondeu parecendo não dar muita atenção para a pergunta – e o senhor, como se chama?
- Allan Fritz, mas, por favor, deixe de lado o senhor, não acho que estou tão velho assim.
- Fritz? É Alemão? Perguntou ela demonstrando certo interesse.
- Sim, você conhece a Alemanha?
- Meu pai é de lá.
- E suponho que esteja indo estudar na Suíça, ou está indo só comprar chocolates para sua mãe?
- Não, na verdade meu pai mora na Suíça e é por causa dele que estou indo para lá, vou para passar o inverno com ele. Não sei o que planeja, mas ele garantiu que faria uma grande surpresa e mal posso esperar para reencontra-lo. Bom agora se o senhor me der licença vou me recolher, preciso descansar a viagem será longa.
- Tudo bem, dois dias passam rápido, mas espero encontrar com a senhorita mais algumas vezes antes de chegarmos à Suíça.
- Espero que sim – respondeu Julliet sem muita verdade.
Julliet voltou para a cabine onde sentou na cama e chorou. A menção de Allan à sua mãe fez com que um sentimento que ela não sentia a muito tempo aflorasse novamente, a saudade. Desde que sua mãe morreu Julliet se apegou muito ao pai e teve uma longa passagem por Oxford estudando administração, para poder voltar e cuidar dos negócios da família. Esse dia estava chegando, mas ela não esperava por esse inverno na Suíça, e não entendia o porquê desse convite repentino, seu pai nunca havia feito isso antes. Mas não estava em condições de pensar em nada, então se deitou e dormiu.
- Querido já está pronto? Disse Anabelle.
- Sim querida, já estou descendo - respondeu Theodore.
- Precisamos nos apressar o nosso carro já chegou não podemos nos atrasar o convite dizia que a recepção seria as 7h00 e você sabe como o titio é pontual
- Fique calma, chegaremos a tempo, você já descobriu o porquê dessa reunião tão urgente? – perguntou o marido enquanto entravam no carro.
- Não, segundo mamãe ele chamou algumas pessoas pra uma surpresa, deve ser mais alguma fábrica que ele comprou ou outra fazenda – disse a garota.
- E sua mãe também vai?
- Sim, ela vai com Bruce.
- Não entendo porque precisamos tanto ir a Suíça, o escritório está cheio de processos urgentes não há tempo pra viagens, tenho uma audiência e preciso estar pronto, preciso estudar o caso ainda.
- Não se preocupe querido vamos voltar a tempo.
O carro partiu rumo ao aeroporto.
...
aguardem em breve o segundo fascículo
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