...continuando...
- Estou pronta – disse a governanta.
- Muito bem, então vamos para o escritório acho que assim teremos mais privacidade. Disse ele levando o tabuleiro consigo.
Ambos entraram no cômodo, ele colocou o tabuleiro sobre a mesa, enquanto ela fechava a porta arás de si.
- Sei dos seus afazeres e não vou tomar muito o tempo da senhora – disse ele enfático. O que quero da senhora é muito simples, apenas me diga, com detalhes, o que fez e viu ontem durante a preparação do jantar e durante a noite.
- Sim senhor – respondeu ela com a voz ainda embargada – não acho que tenha sido um dia comum, foi muito corrido e ocupado. O senhor já tinha chegado e eu estava supervisionando a preparação do tal jantar como o senhor Arnold me pediu, e estava tudo correndo bem até que começaram a chegar os convidados e eu tinha que deixar de lado essa tarefa para recepcioná-los, mas logo em seguida eu voltava para a cozinha, não gosto de deixar o jantar por conta da cozinheira apenas, ainda mais em uma ocasião tão especial.
- O que tinha de tão especial? Indagou-a intrigado.
- Não sei, o senhor Arnold disse que seria especial e que nada poderia dar errado. Então fizemos tudo que tínhamos de melhor como o senhor mesmo pôde ver. Não sei o que poderia ter causado tal tragédia.
- Entendo. E por acaso a senhora lembra de mais alguém ter entrado na cozinha além da senhora e a cozinheira durante a preparação daquele jantar?
- Não, alias sim. Teve mais gente. O senhor entrou lá, não se lembra?
- Sim, claro. Mas além de mim alguém mais?
- Aquele rapaz, marido de Anabelle, Thomas. Disse ela sem muita certeza
- Theodore? Perguntou ele
- Theodore, exatamente.
- Por acaso há algum tipo de praga nessa casa Sra Miller?
- Não que eu saiba, alguns insetos aparecem na primavera e no verão, mas nunca nessa época do ano. Por quê? O senhor encontrou algum?
- Não, digo sim, ouvi uns barulhos que pareciam ratos ontem à noite e resolvi me certificar. Tenho pavor de ratos – justificou-se. A senhora pode ir desculpe por esse transtorno todo espero não ter atrapalhado demais o seu serviço.
- Não incomodou em nada, o senhor acha mesmo que foi assassinato?
- Não sei ainda, mas é possível. A senhora sabe de alguém que poderia fazer isso?
- Não, jamais. Ele era um homem muito bom – disse ela nervosa – não se preocupe com os ratos, a casa é dedetizada constantemente, com certeza o que ouviu foi algo da sua imaginação.
- Talvez, talvez.
A governanta saiu do quarto e Vincent olhou fixamente para o tabuleiro pegou um dos peões e olhou cuidadosamente. Depois de alguns minutos de reflexão Vincent ouviu um barulho vindo do lado de fora, parecia outra discussão entre Anabelle e o marido.
continua...
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Fascículo 8
...Continuando...
V
O tabuleiro de xadrez
A manhã passou sem que se ouvisse muitos sons além do que o vento da nevasca fazia incessantemente. O almoço foi servido ao meio-dia, como de costume, porém ninguém se dispôs a descer até a sala de jantar exceto Vincent que perambulava por toda a casa a procura de provas.
O detetive ficou por algumas horas no escritório do falecido amigo examinando papeis, livros e vasculhando gavetas ao passar pelo quarto da governanta viu Sra Miller rezar ao pé da cama pela alma do patrão.
Ao chegar ao hall da casa, onde na noite anterior jogou xadrez com o amigo, notou que as peças ainda estavam intactas e começou a refletir sobre elas e sobre o que Arnold lhe disse naquela noite: às vezes pensamos que as peças estão sob controle quando não percebemos que há uma ameaça por trás de uma ação despretensiosa nem sempre podemos contar com os bispos ou as torres, Vincent, e se você não tem mais sua rainha para te proteger e te dar suporte você fica vulnerável demais e aí seus peões não suportam a pressão. Você se vê encurralado até que vem um cavalo e te dá o xeque-mate. O detetive foi interrompido em seus pensamentos por Theodore, que deixava seu quarto pela primeira vez, depois da morte de Arnold, para pegar comida para Anabelle. O detetive sentou-se na cadeira em frente ao tabuleiro de xadrez e voltou a pensar no amigo de cabeça baixa. Ao levantar a cabeça ele viu Lady Taylor à janela aparentemente olhando a neve que caia. Ele então foi até ela e disse:
- Lady Taylor, não vai almoçar?
- Sim, logo. Estou esperando meu filho Bruce. Disse ela com a mesma cara de poucos amigos de sempre.
- E onde o sr Bruce está? Insistiu ele em puxar assunto.
- No quarto, oras, onde mais. Respondeu a velha senhora com a arrogância que lhe era peculiar.
Vincent então olhou pela janela e pode ver a neve ainda densa, mas não tanto quanto antes ele sabia que não demoraria a que as portas pudessem novamente ser abertas.
O detetive voltou a sentar-se na cadeira do tabuleiro de xadrez e ficou por mais alguns minutos examinando as peças.
Perdido em seus pensamentos, Vincent se assustou com a entrada da Sra Miller.
...continua...
V
O tabuleiro de xadrez
A manhã passou sem que se ouvisse muitos sons além do que o vento da nevasca fazia incessantemente. O almoço foi servido ao meio-dia, como de costume, porém ninguém se dispôs a descer até a sala de jantar exceto Vincent que perambulava por toda a casa a procura de provas.
O detetive ficou por algumas horas no escritório do falecido amigo examinando papeis, livros e vasculhando gavetas ao passar pelo quarto da governanta viu Sra Miller rezar ao pé da cama pela alma do patrão.
Ao chegar ao hall da casa, onde na noite anterior jogou xadrez com o amigo, notou que as peças ainda estavam intactas e começou a refletir sobre elas e sobre o que Arnold lhe disse naquela noite: às vezes pensamos que as peças estão sob controle quando não percebemos que há uma ameaça por trás de uma ação despretensiosa nem sempre podemos contar com os bispos ou as torres, Vincent, e se você não tem mais sua rainha para te proteger e te dar suporte você fica vulnerável demais e aí seus peões não suportam a pressão. Você se vê encurralado até que vem um cavalo e te dá o xeque-mate. O detetive foi interrompido em seus pensamentos por Theodore, que deixava seu quarto pela primeira vez, depois da morte de Arnold, para pegar comida para Anabelle. O detetive sentou-se na cadeira em frente ao tabuleiro de xadrez e voltou a pensar no amigo de cabeça baixa. Ao levantar a cabeça ele viu Lady Taylor à janela aparentemente olhando a neve que caia. Ele então foi até ela e disse:
- Lady Taylor, não vai almoçar?
- Sim, logo. Estou esperando meu filho Bruce. Disse ela com a mesma cara de poucos amigos de sempre.
- E onde o sr Bruce está? Insistiu ele em puxar assunto.
- No quarto, oras, onde mais. Respondeu a velha senhora com a arrogância que lhe era peculiar.
Vincent então olhou pela janela e pode ver a neve ainda densa, mas não tanto quanto antes ele sabia que não demoraria a que as portas pudessem novamente ser abertas.
O detetive voltou a sentar-se na cadeira do tabuleiro de xadrez e ficou por mais alguns minutos examinando as peças.
Perdido em seus pensamentos, Vincent se assustou com a entrada da Sra Miller.
...continua...
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Fascículo 7
...continuando...
Sem saber o que fazer e desabando em lágrimas Julliet foi amparada por Allan que a tirou do quarto e ao passar por Vincent disse:
- O senhor precisa descobrir quem matou meu pai, custe o quanto custar.
- Certamente o farei madame, certamente.
Allan e Julliet saíram do quarto e Vincent andava pelo quarto a procura de pistas que pudessem ajudar na descoberta da causa da morte de Arnold. Aparentemente, o corpo não tinha nenhuma marca.
- Meus caros, como podem ver uma tragédia se abateu sobre nós e precisamos descobrir a causa disso e por ironia do destino a nevasca da noite anterior não permitiu que o “assassino” saísse dessa casa, então se alguém matou nosso caro Arnold eu vou descobrir e ninguém tem autorização de ir embora antes de termos certeza do que aconteceu, caso alguém saia estará se intitulando culpado. Disse o detetive com a voz carregada e o olhar cheio de lágrimas.
- Isso é um absurdo – retrucou Lady Taylor – é óbvio que não matei ninguém, já não tinha a menor pretensão de ficar nessa casa por mais nem um minuto com esse traste vivo, que dirá morto. Com certeza ele morreu por já estar velho.
- Cuidado com as palavras Lady Taylor, elas podem conspirar contra a senhora – Disse Vincent - ainda não sabemos quem é o assassino e nem se há um, e enquanto isso todos são suspeitos. Voltem aos seus quartos, a neve não vai parar de cair tão logo, sendo assim começaremos a investigar o que houve depois do almoço. Espero que colaborem, o quanto antes acharmos o suposto criminoso mais rápido poderemos todos, ou quase todos, ir para nossas casas.
- Não posso ficar esperando que vocês brinquem de policia e ladrão, tenho negócios importantes a resolver em Manchester – disse Theodore.
- Fique calmo querido, o detetive Pall tem razão precisamos colaborar para que isso acabe logo – interviu Anabelle segurando o marido pelo braço.
- Isso é uma insanidade, uma ofensa – disse o advogado saindo do quarto com a esposa.
Os dois saíram e logo depois deles Lady Taylor e seu filho Bruce. Christine que não falara nada, até então, ajudou a Sra Miller a sentar numa cadeira, abraçou Vincent e chorou. Ele retribuiu o abraço e logo em seguida desceu as escadas para buscar um copo d’água para a amiga e para a governanta. Ao chegar na cozinha Vincent notou que a louça ainda não tinha sido lavada e que das sobremesas servidas somente duas haviam sido provadas, enquanto as outras estavam intactas. Ele, então, olhou para as sobremesas e viu que uma das que tinham sido comidas continha uma substância em pó e era de cor diferente das outras, logo, supôs que a morte do amigo pudesse ter sido por envenenamento, ele entendia o motivo da morte, mas não entendia quem o faria:
- Se o motivo era a venda das posses o assassino sabia da notícia antes dela ser divulgada e já veio para o jantar preparado para cometer o crime, já que durante o jantar ninguém saiu da mesa – pensou o detetive enquanto levava a água para as senhoras.
Ao chegar no quarto Vincent distribuiu os copos, aproximou-se da Sra Miller e disse:
- Vou começar a investigar a causa de tudo isso logo depois do almoço, e gostaria de começar pela senhora tudo bem?
- Sim, sim – disse ela sem ter muita noção do que estava dizendo. Vou descer para adiantar o almoço, com licença.
Vincent voltou para seu quarto e tirou do bolso do paletó a taça com a substância estranha que encontrou na cozinha.
...to be continued
Sem saber o que fazer e desabando em lágrimas Julliet foi amparada por Allan que a tirou do quarto e ao passar por Vincent disse:
- O senhor precisa descobrir quem matou meu pai, custe o quanto custar.
- Certamente o farei madame, certamente.
Allan e Julliet saíram do quarto e Vincent andava pelo quarto a procura de pistas que pudessem ajudar na descoberta da causa da morte de Arnold. Aparentemente, o corpo não tinha nenhuma marca.
- Meus caros, como podem ver uma tragédia se abateu sobre nós e precisamos descobrir a causa disso e por ironia do destino a nevasca da noite anterior não permitiu que o “assassino” saísse dessa casa, então se alguém matou nosso caro Arnold eu vou descobrir e ninguém tem autorização de ir embora antes de termos certeza do que aconteceu, caso alguém saia estará se intitulando culpado. Disse o detetive com a voz carregada e o olhar cheio de lágrimas.
- Isso é um absurdo – retrucou Lady Taylor – é óbvio que não matei ninguém, já não tinha a menor pretensão de ficar nessa casa por mais nem um minuto com esse traste vivo, que dirá morto. Com certeza ele morreu por já estar velho.
- Cuidado com as palavras Lady Taylor, elas podem conspirar contra a senhora – Disse Vincent - ainda não sabemos quem é o assassino e nem se há um, e enquanto isso todos são suspeitos. Voltem aos seus quartos, a neve não vai parar de cair tão logo, sendo assim começaremos a investigar o que houve depois do almoço. Espero que colaborem, o quanto antes acharmos o suposto criminoso mais rápido poderemos todos, ou quase todos, ir para nossas casas.
- Não posso ficar esperando que vocês brinquem de policia e ladrão, tenho negócios importantes a resolver em Manchester – disse Theodore.
- Fique calmo querido, o detetive Pall tem razão precisamos colaborar para que isso acabe logo – interviu Anabelle segurando o marido pelo braço.
- Isso é uma insanidade, uma ofensa – disse o advogado saindo do quarto com a esposa.
Os dois saíram e logo depois deles Lady Taylor e seu filho Bruce. Christine que não falara nada, até então, ajudou a Sra Miller a sentar numa cadeira, abraçou Vincent e chorou. Ele retribuiu o abraço e logo em seguida desceu as escadas para buscar um copo d’água para a amiga e para a governanta. Ao chegar na cozinha Vincent notou que a louça ainda não tinha sido lavada e que das sobremesas servidas somente duas haviam sido provadas, enquanto as outras estavam intactas. Ele, então, olhou para as sobremesas e viu que uma das que tinham sido comidas continha uma substância em pó e era de cor diferente das outras, logo, supôs que a morte do amigo pudesse ter sido por envenenamento, ele entendia o motivo da morte, mas não entendia quem o faria:
- Se o motivo era a venda das posses o assassino sabia da notícia antes dela ser divulgada e já veio para o jantar preparado para cometer o crime, já que durante o jantar ninguém saiu da mesa – pensou o detetive enquanto levava a água para as senhoras.
Ao chegar no quarto Vincent distribuiu os copos, aproximou-se da Sra Miller e disse:
- Vou começar a investigar a causa de tudo isso logo depois do almoço, e gostaria de começar pela senhora tudo bem?
- Sim, sim – disse ela sem ter muita noção do que estava dizendo. Vou descer para adiantar o almoço, com licença.
Vincent voltou para seu quarto e tirou do bolso do paletó a taça com a substância estranha que encontrou na cozinha.
...to be continued
terça-feira, 6 de abril de 2010
Fascículo 6
continuando...
IV
Uma manhã conturbada
Quando acordou Vincent ouviu um burburinho vindo do andar de baixo da casa, eram por volta das oito da manhã e quase todos já estavam acordados. Assim que desceu as escadas pôde ver que no hall de entrada estavam Lady Taylor e seus dois filhos, além de Theodore e Christine todos falando ao mesmo tempo e argumentando alguma coisa com Sra. Miller, logo viu que se tratava da nevasca que caíra na noite anterior e continuava caindo, pois graças a ela ninguém poderia sair da casa por pelo menos mais uma semana. Theodore era o que mais reclamava, pois continuava dizendo que não poderia perder seus compromissos em Manchester, Anabelle, no entanto, mantinha-se impassível, porém visivelmente nervosa, Lady Taylor, que já havia expressado sua falta de vontade de ficar debaixo do mesmo teto que o cunhado estava com a mesma cara de nojo de antes, Bruce tentava apaziguar a situação.
Assim que o detetive desceu as escadas procurou saber de Julliet, Allan e Arnold, já que o advogado havia ido embora no dia anterior. A Sra Miller disse não saber o que estava acontecendo com o patrão, visto que ele era sempre um dos primeiros a acordar, às vezes antes da própria governanta, Allan estava no porão procurando alguma coisa que ajudasse a abrir a porta, porém Julliet deveria mesmo estar dormindo, ela sempre dormia demais desde pequena. Vincent resolveu, então, esperar um pouco mais para ver se o amigo acordava, mas não poderia ficar de mãos abanando.
- Bom, não vai adiantar nada ficarmos esperando a solução cair do céu, vamos ajudar Allan no porão. Disse o detetive.
- Boa idéia – apoiou Bruce.
- Mais alguém? – perguntou
O silêncio permaneceu no ambiente, mesmo com todos olhando para Theodore o inglês não demonstrou o mínimo de vontade em ajudar. Vincent e Bruce desceram para ajudar Allan onde ficaram até ouvirem o grito da Sra Miller vindo do andar de cima, os três subiram correndo e ao chegarem na porta do quarto de Arnold todos estavam atônitos, Sra. Miller estava desmaiada no corredor sendo abanada por Christine e Bruce. Vincent correu e entrou no quarto. Julliet, já acordada, chorava ao pé da cama do pai onde este estava deitado imóvel. Morto!
to be continued...
IV
Uma manhã conturbada
Quando acordou Vincent ouviu um burburinho vindo do andar de baixo da casa, eram por volta das oito da manhã e quase todos já estavam acordados. Assim que desceu as escadas pôde ver que no hall de entrada estavam Lady Taylor e seus dois filhos, além de Theodore e Christine todos falando ao mesmo tempo e argumentando alguma coisa com Sra. Miller, logo viu que se tratava da nevasca que caíra na noite anterior e continuava caindo, pois graças a ela ninguém poderia sair da casa por pelo menos mais uma semana. Theodore era o que mais reclamava, pois continuava dizendo que não poderia perder seus compromissos em Manchester, Anabelle, no entanto, mantinha-se impassível, porém visivelmente nervosa, Lady Taylor, que já havia expressado sua falta de vontade de ficar debaixo do mesmo teto que o cunhado estava com a mesma cara de nojo de antes, Bruce tentava apaziguar a situação.
Assim que o detetive desceu as escadas procurou saber de Julliet, Allan e Arnold, já que o advogado havia ido embora no dia anterior. A Sra Miller disse não saber o que estava acontecendo com o patrão, visto que ele era sempre um dos primeiros a acordar, às vezes antes da própria governanta, Allan estava no porão procurando alguma coisa que ajudasse a abrir a porta, porém Julliet deveria mesmo estar dormindo, ela sempre dormia demais desde pequena. Vincent resolveu, então, esperar um pouco mais para ver se o amigo acordava, mas não poderia ficar de mãos abanando.
- Bom, não vai adiantar nada ficarmos esperando a solução cair do céu, vamos ajudar Allan no porão. Disse o detetive.
- Boa idéia – apoiou Bruce.
- Mais alguém? – perguntou
O silêncio permaneceu no ambiente, mesmo com todos olhando para Theodore o inglês não demonstrou o mínimo de vontade em ajudar. Vincent e Bruce desceram para ajudar Allan onde ficaram até ouvirem o grito da Sra Miller vindo do andar de cima, os três subiram correndo e ao chegarem na porta do quarto de Arnold todos estavam atônitos, Sra. Miller estava desmaiada no corredor sendo abanada por Christine e Bruce. Vincent correu e entrou no quarto. Julliet, já acordada, chorava ao pé da cama do pai onde este estava deitado imóvel. Morto!
to be continued...
sábado, 3 de abril de 2010
Fascículo 5
... Continuando ...
- Estou muito feliz por todos vocês terem comparecido a essa pequena recepção que eu com imenso prazer os convidei para anunciar a venda de todos os meus bens, e isso inclui as empresas, esta casa e até mesmo esses pratos e talheres que vocês estão comendo hoje. O dinheiro será entregue a uma instituição de caridade no dia seguinte à venda claro que não deixarei a menina dos meus olhos desamparada, para Julliet deixarei uma conta bancária suficiente para que ela se mantenha até que consiga viver com suas próprias pernas depois da faculdade, mas todo o resto será doado. Agradeço a compreensão de todos. Sra. Miller, por favor, a sobremesa.
Assim que a sobremesa foi servida Arnold pegou sua porção e saiu da mesa para seu escritório, William Foe foi atrás dele.
Todos ficaram pasmos com a notícia, ninguém havia entendido nada, enquanto as sobremesas eram servidas Julliet se retirou da mesa e com ela Allan, logo depois deles foram Theodore e Anabelle que saíram, Christine, sem entender muito bem o que estava acontecendo desmaiou e foi socorrida por Vincent Pall e Bruce, Lady Taylor foi a única a degustar a sobremesa como se não houvesse se surpreendido com a notícia que o cunhado acabara de dar.
William entra no escritório de Arnold e o encontra sentado prestes a queimar um bilhete.
- Arnold o que foi aquilo lá embaixo? Porque não me contou que estava querendo vender suas posses – perguntou o advogado.
- Não se preocupe William sei o que estou fazendo, não vou viver muito e não quero que esses sanguessugas levem o que conquistei – respondeu.
- Mas de onde você tirou essa idéia, você ainda é jovem nem chegou aos sessenta anos ainda, tem muito para viver.
- Tirei daqui – respondeu Arnold visivelmente alterado mostrando o papel que tinha em mãos. Mas não vou mais ser importunado por isso – disse queimando o papel.
Na sala de jantar Christine já estava bem e bebia um copo de água sentada em uma das cadeiras. Vincent Pall tentava acalmar a todos e conduzindo cada um a seu quarto.
- Vamos evitar maiores problemas hoje, precisamos descansar e amanhã vocês esclarecerão as dúvidas com Sr. Arnold tenho certeza que ele tem os motivos dele para isso – disse o detetive.
O pedido foi reforçado por Bruce.
- O Sr. Pall tem razão vamos dormir amanhã resolvemos isso.
A noite transcorreu bem para os convidados. Sem ouvir nenhum ruído pela casa Vincent Pall foi o último a se recolher. Preso em seus pensamentos tentou fazer alguma ligação entre os fatos e as pessoas relacionadas e não conseguia encontrar nenhuma razão para a decisão do amigo. Perdido em seus pensamentos Pall ouviu algo do lado de fora de seu quarto, como se alguém andasse pelo corredor, o primeiro reflexo seria abrir a porta, mas não para Vincent, ele era perspicaz viu que havia alguém passando pelo corredor, o relógio marcava 1:00 da manhã ele hesitou um pouco até que abriu a porta. Viu então Julliet entrar em seu quarto.
- Algum problema Sr. Pall? Perguntou Julliet
- Não Srta Haas, só achei que tivesse ouvido algo – respondeu o detetive já fechando a porta.
... To be Continued ...
- Estou muito feliz por todos vocês terem comparecido a essa pequena recepção que eu com imenso prazer os convidei para anunciar a venda de todos os meus bens, e isso inclui as empresas, esta casa e até mesmo esses pratos e talheres que vocês estão comendo hoje. O dinheiro será entregue a uma instituição de caridade no dia seguinte à venda claro que não deixarei a menina dos meus olhos desamparada, para Julliet deixarei uma conta bancária suficiente para que ela se mantenha até que consiga viver com suas próprias pernas depois da faculdade, mas todo o resto será doado. Agradeço a compreensão de todos. Sra. Miller, por favor, a sobremesa.
Assim que a sobremesa foi servida Arnold pegou sua porção e saiu da mesa para seu escritório, William Foe foi atrás dele.
Todos ficaram pasmos com a notícia, ninguém havia entendido nada, enquanto as sobremesas eram servidas Julliet se retirou da mesa e com ela Allan, logo depois deles foram Theodore e Anabelle que saíram, Christine, sem entender muito bem o que estava acontecendo desmaiou e foi socorrida por Vincent Pall e Bruce, Lady Taylor foi a única a degustar a sobremesa como se não houvesse se surpreendido com a notícia que o cunhado acabara de dar.
William entra no escritório de Arnold e o encontra sentado prestes a queimar um bilhete.
- Arnold o que foi aquilo lá embaixo? Porque não me contou que estava querendo vender suas posses – perguntou o advogado.
- Não se preocupe William sei o que estou fazendo, não vou viver muito e não quero que esses sanguessugas levem o que conquistei – respondeu.
- Mas de onde você tirou essa idéia, você ainda é jovem nem chegou aos sessenta anos ainda, tem muito para viver.
- Tirei daqui – respondeu Arnold visivelmente alterado mostrando o papel que tinha em mãos. Mas não vou mais ser importunado por isso – disse queimando o papel.
Na sala de jantar Christine já estava bem e bebia um copo de água sentada em uma das cadeiras. Vincent Pall tentava acalmar a todos e conduzindo cada um a seu quarto.
- Vamos evitar maiores problemas hoje, precisamos descansar e amanhã vocês esclarecerão as dúvidas com Sr. Arnold tenho certeza que ele tem os motivos dele para isso – disse o detetive.
O pedido foi reforçado por Bruce.
- O Sr. Pall tem razão vamos dormir amanhã resolvemos isso.
A noite transcorreu bem para os convidados. Sem ouvir nenhum ruído pela casa Vincent Pall foi o último a se recolher. Preso em seus pensamentos tentou fazer alguma ligação entre os fatos e as pessoas relacionadas e não conseguia encontrar nenhuma razão para a decisão do amigo. Perdido em seus pensamentos Pall ouviu algo do lado de fora de seu quarto, como se alguém andasse pelo corredor, o primeiro reflexo seria abrir a porta, mas não para Vincent, ele era perspicaz viu que havia alguém passando pelo corredor, o relógio marcava 1:00 da manhã ele hesitou um pouco até que abriu a porta. Viu então Julliet entrar em seu quarto.
- Algum problema Sr. Pall? Perguntou Julliet
- Não Srta Haas, só achei que tivesse ouvido algo – respondeu o detetive já fechando a porta.
... To be Continued ...
Assinar:
Postagens (Atom)