...continuando...
Sem saber o que fazer e desabando em lágrimas Julliet foi amparada por Allan que a tirou do quarto e ao passar por Vincent disse:
- O senhor precisa descobrir quem matou meu pai, custe o quanto custar.
- Certamente o farei madame, certamente.
Allan e Julliet saíram do quarto e Vincent andava pelo quarto a procura de pistas que pudessem ajudar na descoberta da causa da morte de Arnold. Aparentemente, o corpo não tinha nenhuma marca.
- Meus caros, como podem ver uma tragédia se abateu sobre nós e precisamos descobrir a causa disso e por ironia do destino a nevasca da noite anterior não permitiu que o “assassino” saísse dessa casa, então se alguém matou nosso caro Arnold eu vou descobrir e ninguém tem autorização de ir embora antes de termos certeza do que aconteceu, caso alguém saia estará se intitulando culpado. Disse o detetive com a voz carregada e o olhar cheio de lágrimas.
- Isso é um absurdo – retrucou Lady Taylor – é óbvio que não matei ninguém, já não tinha a menor pretensão de ficar nessa casa por mais nem um minuto com esse traste vivo, que dirá morto. Com certeza ele morreu por já estar velho.
- Cuidado com as palavras Lady Taylor, elas podem conspirar contra a senhora – Disse Vincent - ainda não sabemos quem é o assassino e nem se há um, e enquanto isso todos são suspeitos. Voltem aos seus quartos, a neve não vai parar de cair tão logo, sendo assim começaremos a investigar o que houve depois do almoço. Espero que colaborem, o quanto antes acharmos o suposto criminoso mais rápido poderemos todos, ou quase todos, ir para nossas casas.
- Não posso ficar esperando que vocês brinquem de policia e ladrão, tenho negócios importantes a resolver em Manchester – disse Theodore.
- Fique calmo querido, o detetive Pall tem razão precisamos colaborar para que isso acabe logo – interviu Anabelle segurando o marido pelo braço.
- Isso é uma insanidade, uma ofensa – disse o advogado saindo do quarto com a esposa.
Os dois saíram e logo depois deles Lady Taylor e seu filho Bruce. Christine que não falara nada, até então, ajudou a Sra Miller a sentar numa cadeira, abraçou Vincent e chorou. Ele retribuiu o abraço e logo em seguida desceu as escadas para buscar um copo d’água para a amiga e para a governanta. Ao chegar na cozinha Vincent notou que a louça ainda não tinha sido lavada e que das sobremesas servidas somente duas haviam sido provadas, enquanto as outras estavam intactas. Ele, então, olhou para as sobremesas e viu que uma das que tinham sido comidas continha uma substância em pó e era de cor diferente das outras, logo, supôs que a morte do amigo pudesse ter sido por envenenamento, ele entendia o motivo da morte, mas não entendia quem o faria:
- Se o motivo era a venda das posses o assassino sabia da notícia antes dela ser divulgada e já veio para o jantar preparado para cometer o crime, já que durante o jantar ninguém saiu da mesa – pensou o detetive enquanto levava a água para as senhoras.
Ao chegar no quarto Vincent distribuiu os copos, aproximou-se da Sra Miller e disse:
- Vou começar a investigar a causa de tudo isso logo depois do almoço, e gostaria de começar pela senhora tudo bem?
- Sim, sim – disse ela sem ter muita noção do que estava dizendo. Vou descer para adiantar o almoço, com licença.
Vincent voltou para seu quarto e tirou do bolso do paletó a taça com a substância estranha que encontrou na cozinha.
...to be continued
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